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BCAAs e Resistência a Insulina em Veganos


A suplementação com BCAA pode não ser adequada a veganos. Ficam aqui uns pontos principais do recente estudo preliminar a comparar veganos com omnívoros a suplementarem com 15 g (mulheres) ou 20g (homens) de BCAAs diariamente durante 3 meses.


O Microbioma e a Digestão do Glúten: Bactérias Que Metabolizam Glúten



É geralmente assumido, e por vezes defendido fanaticamente por certos “grupos”, que os humanos não conseguem digerir glúten, e sendo assim nenhum humano (com ou sem Doença Celíaca) deve comer alimentos com glúten, como o trigo. Para eles as história termina aqui. Mas há muito mais além disso.

Resumo

Existe uma grande variedade de bactérias capazes de digerir glúten, com proteases para degradar o glúten, naturalmente presentes no intestino superior humano. A cavidade oral também é colonizada por microorganismos que produzem proteases capazes de hidrolisar peptídeos ricos em resíduos de prolina e glutamina. Disbiose intestinal está presente em pacientes com doença celíaca, caracterizado por um aumento de bactérias gram-negativas, outras bactérias potencialmente pró-inflamatórias e redução de bifidobacterias.

É sugerido que o supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SBID) e infecções possam contribuir para a patogénese da doença celíaca com persistência dos sintomas gastrointestinais após uma dieta sem glúten. Enterobacterias patogénicas têm um papel na alteração da tolerância a uma resposta inflamatória imunitária ao glúten, ao alterar a permeabilidade da mucosa intestinal.

Uma falta de maturação da microbiota intestinal é observada nos primeiros 2 anos em crianças em risco de doença celíaca. A introdução precoce de glúten e falta de maturidade da microbiota intestinal pode despoletar ou acelerar o desenvolvimento da auto-imunidade. Grupos bacterianos relacionados com o metabolismo do glúten estão alterados em doentes celíacos.

Ou Bifidobacterium pode proteger contra doença celíaca, ou características inerentes da doença influenciam a colonização de Bifidobacterium.

A redução de algumas características bacterianas estão associadas com disbiose intestinal sugerindo a existência de um defeito na barreira, que falha ao estabilizar a microbiota intestinal e prevenir a invasão de antígenos e patógenos prejudiciais.

A indução da proteólise da gliadina no intestino humano pode não ser a solução mas a origem da doença celíaca, porque as gliadinases são específicas da doença. Gliadinases podem ter uma origem bacteriana no duodeno de todos os indivíduos não pré-dispostos.

Na doença celíaca a tolerância da mucosa à microbiota intestinal está desregulada. Reduções em bactérias gram-positivas benéficas podem favorecer a interacção de bactérias gram-negativas prejudiciais dentro da superfície da mucosa contribuindo assim para a perda da tolerância a glúten.

Ou um padrão particular de glicosilação (reacção na qual um carboidrato é adicionado a outra molécula receptora) em indivíduos pré-dispostos favorece a adesão de bactérias prejudicais, que contribui para a patogénese da doença, ou modificações na composição da microbiota intestinal leva a alterações no padrão de glicosilação e na sua função defensiva da camada mucosa contra infecções.

                                                             
Lê o artigo completo livre em @ http://sciencedrivennutrition.com/gluten-manifesto/ e aprende muito mais sobre glúten, comigo e com o
Brad Dieter, PhD 

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Alergias Alimentares: Alergia a Soja (menos alergénica que ovos, leite, trigo e amendoim)



Nem todos os alimentos são alergénicos, e nem todos os alimentos alergénicos são igualmente alergénicos. Por outras palavras, os alimentos variam na significância de alergia clínica. Geralmente, todas as proteínas são potencialmente alergénicas para algumas pessoas. De entre todos os alimentos, 8 alimentos são responsáveis por 90% das alergia alimentares: leite, trigo, amendoim, frutos de casca rija, peixe, crustáceos, e soja (1).

As proteínas da soja são menos imunologicamente reactivas que muitas outras proteínas alimentares.



AARR – Efeitos da Nutrição e Exercício no Sono Parte 2: Micronutrientes e Sono



Resumo

Tal como com a proteína, hidratos de carbono e gordura, o sono pode ser afectado pela ingestão de vitaminas e minerais ou a falta deles. Alguma pesquisa sugere que deficiência de B6 pode promover stress psicológico e distúrbios de sono e que tratamento com vitamina B6 pode ajudar com insónia. B12 pode encurtar a duração do ritmo de vigília-sono e afectar o aspecto circadiano da propensidade ao sono. Outros estudos sugerem que o complexo de vitamina B pode ajudar no tratamento de câimbras nocturnas nas pernas.

Deficiência em ferro pode ter um papel no Síndrome das Pernas Irrequietas ou Distúrbio dos Movimentos Periódicos dos Membros e uma limite específico reserva de ferro (ferritina) foi identificado.

A vitamina D tem um papel importante no controlo do sono no tronco encefálico, e é sugerido ter efeitos centrais directos no sono. Deficiência de vitamina D está relacionada com vários distúrbios de sono tais como excessiva sonolência diária, apnea de sono e síndrome de pernas irrequietas.

5-HT, Ácido gama-aminobutírico (GABA), orexina, hormona concentradora de melanina, colinérgico, galanina, noradrenalina, e histamina são todos neurotransmissores relacionados com o ciclo vigília-sono e podem ser usados como intervenções nutricionais para influenciar o sono. O Magnésio é também discutido.

Artigo principal, AARR, Outubro 2016.
2576 palavras, 120 referências
Artigo completo em www.alanaragon.com/aarr



Uso Clínico da Glutamina

A glutamina é um aminoácido neutro que é electrofisiologicamente inerte (1). A glutamina é de longe o aminoácido mais abundante no plasma e tecidos em humanos e tem numerosas funções fisiológicas importantes (2,3,4). No músculo-esquelético a glutamina compõe mais de 60% da pool de aminoácidos livre (5).

A glutamina é um aminoácido condicionalmente essencial importante com funções relacionadas com a resposta imune a danos musculares, e é também utilizada como fonte de energia pelos linfócitos e macrofagócitos (6). Além disso é também um componente do fluído cerebrospinal, mucosa intestinal e células imunitárias como substrato energético, e serve também como um transportador de azoto.

AARR, Efeitos da Nutrição e Exercício no Sono Parte 1: Macros, Restrição Energética, Horário e Composição de Refeições



Sérgio Fontinhas, CISSN. Efeitos da Nutrição e Exercício no Sono Parte 1: Macros, Restrição Energética, Horário e Composição de Refeições. 
Artigo Principal, AARR, Agosto, 2016.


Resumo

O sono tem funções biológicas importantes relativas a processos fisiológicos, aprendizagem, memória e cognição. A actual compreensão é a de que o sono profundo (ondas lentas) é reparador e promove processos anabólicos do corpo. Nos últimos 40 anos as desordens de sono tornaram-se epidémica. Há limitada pesquisa sobre os efeitos da dieta, energia e macronutrientes principalmente proteína, em índices de sono.

Uma deita com muitos hidratos é associada a períodos de despertares mais curtos, e ingestão alta de gorduras é associada com melhor sono. Uma ingestão de pouca fibra, demasiada gordura saturada e açúcar é associado com sono mais leve, menos restaurador e com mais despertares. Os resultados também diferem entre homens e mulheres. A gordura total, gordura monosaturada, gordura trans, saturada e poliinsaturada afecta negativamente o sono, e maior quantidade de gordura saturada é correlacionada com menor duração de sono. Contudo omega 3 facilita a produção de serotonina que melhora os marcadores de sono.

Consumo hiperproteico pode influenciar o horário de sono. Ingestão extrema de proteína e ou com grandes défices energéticos afecta índices de sono. Uma maior porção de energia vinda da proteína numa dieta pode melhorar o sono em pessoas obesas ou com excesso de peso.

A perda de peso aumenta a duração do sono e melhora a qualidade, mas restrição severa energética pode perturbar o sono. O horário das refeições e composição também influenciam o sono. São apresentadas algumas recomendações que podem potencialmente melhorar o sono.


AARR, Agosto 2016
3200 palavras, 114 referências 
Artigo completo em www.alanaragon.com/aarr